Homem de ação
E que tal ser mais propositivo?
Acredite se quiser mas o post de ontem era para ser uma declaração de como eu quero parar de apenas analisar a merda no mundo a partir de uma perspectiva visceral e começar a fazer propostas de como jogar essa merda para o lugar que esta merece. Seja ela o lixo ou o compostor.
Continuo inundado por notícias locais e internacionais que me servem de lembrança sobre a insignificância de vozes individuais e até coletivas quanto estas não estão nas ruas e/ou nos telejornais demandando uma mudança. Seja lá que mudança esta for. Desde que ela mude o caminho que estamos tomando, é melhor o risco ao marasmo.
Muito difícil ter mudanças quando estas não são propostas. Posso fazer muitas análises sobre seja lá quais situações aparecerem na minha frente. Nenhuma destas análises avança sobre algo se elas apenas geram reconhecimento ou conhecimento sem qualquer tipo de ação.
No meu dia-a-dia é o que eu tento fazer. O pouco que faço, já basta para me chamarem de "homem de ação". Analiso os pequenos problemas a minha volta e faço o possível para resolve-los. Algumas soluções são postergadas por falta de tempo e recursos. Outras por preguiça. Muitas são descartadas porque não são soluções de verdade e tão somente a gana por algum tipo de mudança.
Politicamente falando tais coisas são bem mais difíceis. Posso sempre me juntar a um grupo de pessoas como eu em um movimento apartidário porque nenhum partido no país onde vivo me representa por completo. Mesmo um destes movimentos não seria um encaixe perfeito, mas o coletivo é sempre um "alto-falante" para vozes que se acham individuais e que no fim não são.
Mas a proposta aqui é parar de apenas reclamar e declamar as derrocadas da sociedade ocidental. Sim, estamos todos em declínio. Isso é mesmo do meu interesse? Sinceramente, é se formos pensar em justiça histórica. Mas num cenário não necessariamente ideal mas ainda talvez alcançável onde sociedades altamente conservadoras consigam começar a fazer um "mea culpa" sobre a história que os levou a um lugar tão alto - e uma consequente queda tão grande devido às decisões do presente -, não se pode desperdiçar a oportunidade.
Tudo ainda é muito marginal. Não espero liderar qualquer coisa para a melhora coletiva da sociedade em que faço parte, ainda que eu esteja na ponta de um movimento específico que pode ajudar um grupo razoável de pessoas neste burgo que chamam de país. Mas não é a toa que prato quente se come pelas beiradas.